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Fotos do Hubble criam galeria de galáxias em conflito
Por Gani Silva   
27 de abril de 2008
interacting galaxyTelescópio espacial completa 18 anos, e comemoração inclui novo mosaico de galáxias

Site com todas as fotos


MADRI - ASA e a Agência Espacial Européia (ESA) publicaram na internet 59 fotos espetaculares da "guerra" travada nas galáxias no Universo, por ocasião do 18º aniversário da entrada em órbita do telescópio espacial Hubble, em 24 de abril de 1990.

A coletânea de fotos, que podem ser vistas no site do Hubble e que é a maior tornada pública de forma simultânea, mostra a interação entre galáxias, em forma de dramáticas colisões que desencadeiam a formação de estrelas ou de sigilosas fusões que iluminam novas galáxias.

As imagens são fruto de um ano de trabalho do Hubble, um sofisticado telescópio lançado ao espaço em 1990 pela agência espacial americana e pela ESA para observar o Universo a partir de uma órbita a 569 quilômetros da Terra, onde permanecerá pelo menos até 2013.

Segundo a ESA, as fusões entre galáxias, mais comuns nos inícios do Universo, seriam uma das forças motrizes da evolução cósmica, e até mesmo as galáxias que aparecem mais isoladas mostram sinais de ter experimentado uma ou mais fusões no passado.

"Cada uma das galáxias que se fundem nesta série de imagens representa um instantâneo de um momento diferente neste longo processo de interação", afirma a Agência Espacial Européia.

A própria Via-Láctea contém vestígios das muitas galáxias menores que devorou no passado, e atualmente está absorvendo a galáxia elíptica anã de Sagitário.
 

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Nebulosa Olho de Gato
Por Gani Silva   
23 de março de 2008

olho de gato A sedutora Nebulosa Olho de Gato é vista no espaço inter-estrelar  a cerca de 3000 anos-luz da Terra.

Ela é uma das mais famosas nebulosas planetárias que vemos no céu, o Olho do Gato (NGC 6543) e mede aproximadamente meio ano-luz de longitude e representa um rápida, mas gloriosa fase final na vida de uma estrela do tipo de nosso Sol.

A estrela central moribunda desta nebulosa pode ter produzido o padrão externo sensível aglomerados concêntricos de pó que se desprendem das capas externas em uma série de convulsões regulares.

Mas a formacão das estruturas internas charmosas, mas complexas, é ainda pouco compreendida.

Aqui vemos uma imagem do  arquivo do Telescópio Espacial Hubble que foi  reprocessada para criar outra vista do olho de gato cósmico.

Comparada a outras imagens populares do Hubble, este processamento alternativo procura realçar e melhorar a visibilidade dos detalhes nas zonas claras e obscuras da nebulosa e também recebe uma aplicação de uma palheta de cor mais refinada.

Naturalmente, ao se observar o Olho do Gato (Cat's eyes), os astrônomos poderiam estar vendo o nosso próprio Sol, destinado a entrar em sua própria fase evolutiva de nebulosa planetária … dentro de uns 5 bilhões de anos.

Créditos & Copyright: Vicent Peris(OAUV /PTeam),MAST,STScI,AURA,NASA
Tradução da versão espanhola do APOD

 
Cientistas encontram molécula orgânica fora do sistema solar
Por Gani Silva   
20 de março de 2008
dumbbell nebula
 HD189733
Pela 1.ª vez, foi localizada ‘marca’ de metano em planeta a 63 anos-luz

Cientistas encontraram pela primeira vez uma molécula orgânica fora do sistema solar. Com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble, eles localizaram a assinatura química do metano no planeta HD 189733b (próximo a Nebulosa dos Halteres ), a 63 anos-luz da Terra, segundo trabalho descrito na revista científica Nature (www.nature.com) desta semana.

Moléculas orgânicas contêm átomos de hidrogênio e carbono. O metano, sob condições corretas, pode ser um precursor da vida, ao contribuir para a formação de aminoácidos, a unidade básica das proteínas.

Os cientistas não acreditam que seja o caso do planeta em questão, pois ele está próximo demais de sua estrela: a órbita tem apenas dois dias terrestres e a temperatura atmosférica é de 900°C. Porém, o estudo abre caminho para que outros dos 270 planetas extra-solares (especialmente os terrestres) também sejam vasculhados em busca de metano.

“A idéia é repetir o mesmo tipo de observação no futuro em planetas menos hostis ao desenvolvimento e à evolução da vida”, afirma Giovanna Tinetti, da University College London, uma das autoras do estudo. “Ainda não encontramos vida em outro planeta, mas esse é um passo importante, que mostra ser possível detectar a assinatura dessas moléculas.”

O metano pode ser gerado por atividades geológicas - como teria ocorrido no HD 189733b - ou biológicas - na Terra, por exemplo, é a base do gás natural e também emitido na atmosfera pelo gado. O gás já foi detectado em outros planetas do sistema solar.

Moléculas de água já haviam sido encontradas na atmosfera desse planeta, um gigante gasoso como Júpiter, pela mesma equipe. O dado foi confirmado com o Hubble.
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